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Nascida
em 15 de setembro de 1890, em Torquay, condado de Devonshire,
Inglaterra, filha de pai norte-americano e mãe inglesa.
Uma de suas grandes paixões foi a música clássica. Ao piano foi apresentada quando era menina. Ainda jovem, sonhadora, com o intuito de tornar-se cantora lírica, dedicou-se, em Paris, a aulas de canto e dicção. Chegou a dar um concerto, mas logo desistiu da idéia por achar que não possuía bastante competência. Tímida demais, achava terríveis as aparições em público. Nunca freqüentou escolas, mas sua mãe acabou por assumir seus estudos. Mr. Miller, morreu cedo, mas não antes de gastar bens da família: gastava dinheiro descontroladamente. Mandar os filhos para a França foi o último bom investimento possível em educação. O gosto pelo gênero policial surgiu com a leitura de O Mistério do Quarto Amarelo, de Gaston Leroux, mas também contribuíram as obras de Edgar Allan Poe e as aventuras de Sherlock Holmes, descritas nos livros de Arthur Conan Doyle. |
| Em 1914,
quando a Primeira Guerra Mundial estava prestes a estourar, Agatha conheceu
o coronel Archibald Christie, da Royal Flying Corps. Casaram-se e o coronel
seguiu a serviço da Rainha até a França, enquanto a esposa — agora sim
Agatha Christie — alistou-se como farmacêutica no hospital de Torquay,
onde teria uma familiaridade com venenos que no futuro lhe seria muito
valiosa. O primeiro (e único) filho nasceria cinco anos depois: Rosalind. São fortes as influências que a escritora sofreu de Conan Doyle. Como nas histórias do detetive Holmes, Agatha apresenta pistas com um rigor matemático que deixam o suspense ainda mais carregado. Usa também, em alguns livros, o recurso do "amigo idiota", criando o capitão Hastings para cumprir um papel parecido com o do Dr. Watson, amigo de Holmes. A rejeição a cenas de violência gratuita é outra das principais características, o melhor era escrever um assassinato por meio de uma dose de veneno ou um golpe com algum objeto. O tipo preferido de mistério? "Um crime numa família tranqüila das redondezas, e não o gangsterismo ou os tipos explosivos", ela contou. Em quase todos os livros os ambientes são tipicamente ingleses, povoados por pessoas simpáticas e espirituosas vivendo num tempo calmo e romântico. Cada detalhe do caso é mostrado com tamanha naturalidade que os fatos e as pessoas mais inocentes parecem suspeitos — e vice-versa. O sucesso da escritora crescia a cada livro, mas pode-se afirmar que sua carreira se solidificou a partir do sexto, O Assassinato de Roger Ackroyd (1926), considerado um clássico da ficção policial. Nesse livro, o artifício de fazer do próprio narrador o assassino surpreendeu os leitores, e pela primeira vez a crítica ergueu-se contra a autora. Vítima de grande assédio por parte da imprensa, ela passou a ter uma aversão por jornalistas que duraria por toda a sua vida. Em 1928, divorcia-se de seu marido. Logo após, em 1930, casa-se novamente, agora com o arqueólogo Max Mallowan. Agatha detestava as peças e os filmes baseados em suas obras, e adorava quando percebia que não estavam fazendo muito sucesso, as únicas exceções para ela são os filmes Testemunha da Acusação e Assassinato no Expresso do Oriente. Em 1971, a Rainha Elizabeth, concede a Ordem de Dame Commander do Império Britânico, passando a ser chamada de Dame Agatha. Outra das diversas honras foi quando o Museu de Cera Madame Tussaud incluiu sua figura na coleção. Apesar de tantos méritos, Agatha Christie morreu com uma frustração: não ter sido reconhecida por suas poucas obras não-policiais, as quais assinava com o pseudônimo Mary Westmacott. Abaixo você tem a sinopse de algumas de suas obras. |