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  Nascida em 1764, com o nome de Ann Ward, acabou tornando-se conhecida com o sobrenome do marido, William Radcliffe, com quem se casou em 1787. Estudante de Direito, acabou sendo editora-proprietária do The English Chronicle.
  Escreveu apenas três romances, mas estes foram aclamados, atingindo grande popularidade e sendo freqüentemente reeditados.
  Radcliffe originou o gênero gótico-horror, nos romances, tendo sido citada por outro mestre do gênero, Edgar Allan Poe. Apesar disso, outro autor de romances a qualificou como sendo uma mulher fechada em uma casa com um homem pouco razoável, apresentando um grande e infundado medo por seu tempo. Seus livros foram extensamente imitados, com vários graus de sucesso, mas muitos dos imitadores usaram os castelos desintegrando, os vilões desesperados, os crimes monstruosos, o horror inenarrável e os acontecimentos sobrenaturais, sem se preocupar em criar um contexto para utilizá-los.
  Mas existem outros elementos em suas obras, como "Schedoni", seu herói de "The Italian", que é apontado como um protótipo dos heróis byronianos .
  Após "The Italian", abandonou as publicações, o que fez surgirem boatos de que ela teria enlouquecido, sendo vítima do horror de sua própria criação. Na verdade, sua "loucura" nada mais era do que um grande desagrado pela exposição pública e a paixão por viagens pela Inglaterra. Ann e seu marido passaram a viajar todo verão.
  Ann Radcliffe faleceu em 1823.

  Algumas de suas publicações foram:
 - The Castles of Athen and Dunbane - 1789
 - Sicilian Romance - 1791
 - The Romance of the Forest - 1791
 - The Mysteries of Udolpho - 1794
 - The Italian - 1797
 - Gaston de Blandeville - 1826 (esse após sua morte).

  O conto "O Retrato Oval", de Poe, traz uma breve referência, logo no início, a Ann Radcliffe:


O Retrato Oval