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| Era o ano de
1968, faltavam poucos dias para o Natal, quando um casal de namorados
foi baleado e morto dentro de um carro, nas proximidades do reservatório
de São Francisco. O que poderia ser somente mais um assassinato,
na verdade representava o início de uma onda de crimes que aterrorizaria
toda São Francisco entre as décadas de 60 e 70. Em 4 de
julho de 1969 outro casal de foi atacado dentro de um carro: Darlene Farrin
morreu na hora, mas seu namorado, mesmo gravemente ferido, sobreviveu
e pode dar uma descrição do assassino, um homem alto e musculoso,
segundo ele, que há dias vinha perseguindo Darlene. Outro fato
que chamou a atenção foi a semelhança de Darlene
com a primeira vítima. Após esse crime, o assassino que posteriormente se auto-denominaria Zodíaco, escreveu a primeira de uma série de cartas endereçadas a polícia, nela se identificava simplesmente como "...o assassino dos dois adolescentes no último Natal, e da garota no 4 de julho". Pouco tempo depois, outro casal foi surpreendido por um homem encapuzado e armado que surgiu do meio do mato. Amarrados a uma árvore, os dois foram esfaqueados diversas vezes. Mais uma vez o rapaz sobreviveu, mas a garota não. Novamente o assassino escreveu para a polícia, numa mensagem em código onde dizia:"Adoro matar pessoas (...) É mais divertido do que caçar, porque o homem é o animal mais perigoso de todos". Em uma de suas cartas, o criminoso se "identificou" e apresentou o que poderia ser sua "motivação": "Meu nome é Zodíaco. Matei dez pessoas, e matarei ainda mais. Quando morrer renascerei no Paraíso, e todos que matei serão meus escravos". Seu terceiro crime foi o assassinato de um taxista, após o qual, Zodíaco afirmou que atiraria nos pneus de um ônibus escolar e depois mataria as crianças uma a uma, assim que elas saíssem. Também ameaçou explodir um ônibus e enviou o diagrama da bomba que usaria (o diagrama revelou uma bomba realmente funcional). Usando o depoimento dos sobreviventes e as características mostradas nos crimes e cartas, foi montado um retrato falado e um perfil psicológico do assassino: branco, com cabelos ruivos, curtos (corte militar), óculos grossos de armação preta, musculoso, porte atlético e bem vestido; bom atirador, com conhecimento de química, bombas, história, mitologia e ocultismo. Pelas citações a filmes, que fazia em suas cartas (como "O Fantasma da Ópera"), chegou-se a conclusão que também era um cinéfilo. Apesar de toda a mobilização, Zodíaco nunca foi capturado e sua identidade continua um mistério até hoje. Em sua última mensagem disse estar muito irritado com as mentiras que os policiais espalharam a seu respeito e que, por isso, mudaria os métodos que usava para obter "escravos", não mais anunciaria seus crimes, que daquele momento em diante iriam parecer roubos e acidentes, "...a polícia nunca me pegará, pois sou mais esperto que todos eles". Seus crimes aparentemente cessaram em julho de 1970, mas se, em sua última carta, Zodíaco falou a verdade, seus crimes podem estar ocorrendo até os dias de hoje... |
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Este foi o retrato falado feito, em 1969 pelo Departamento de Polícia de São Francisco, baseado nas descrições dadas pelos sobreviventes dos ataques praticados pelo Zodíaco. |